Polícia no bairro Conquista, em Luís Eduardo Magalhães, onde corpo de Guilherme de Souza foi achado — Foto: Reprodução/TV Bahia

Polícia no bairro Conquista, em Luís Eduardo Magalhães, onde corpo de Guilherme de Souza foi achado — Foto: Reprodução/TV Bahia

Homicídio, ocorrido em julho deste ano, foi motivado por homofobia, segundo a polícia. Adolescente de 16 anos já tinha sido ouvido sobre a morte do jovem e liberado.

Um dos adolescentes suspeitos de participar da morte do jovem que agredido e queimado vivo por ser homossexual, na cidade de Luís 
Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, foi apreendido na noite de domingo
 (16). Ele estava com dois rapazes, maiores de 18 anos, realizando assaltos
 no município.

Quando o adolescente foi encaminhado para a delegacia, o delegado identificou o rapaz. O adolescente tinha sido ouvido na delegacia e liberado em 17 de julho, cerca de cinco dias após o crime.

Na ocasião, a Polícia Civil da cidade informou que havia pedido a

 internação

 do adolescente ao Ministério Público. Na apreensão de domingo, o 

delegado reiterou o pedido ao órgão estadual, para que o adolescente 

seja internado em medida socioeducativa, a ser cumprida em Salvador. 

O pedido do delegado é referente tanto ao crime contra o jovem, quanto 

pelos assaltos.

'Jamais pensei que matariam por ser homossexual', diz mãe de jovem apedrejado e queimado na BA

Outro suspeito, de 14 anos, confessou o crime, foi apreendido e está 

internado em Salvador.


Caso

Guilherme de Souza, de 21 anos, estava voltando para casa na 

madrugada do dia 12 de julho, quando foi abordado pelo adolescente 

de 14 anos. Ele foi apedrejado com a ajuda do outro adolescente, de 16 

anos, e quando ficou inconsciente, foi arrastado e levado para uma casa abandonada, onde foi queimado.


A princípio, polícia investigava uma suposta discussão como motivo do 

crime entretanto, após apuração, foi descoberto que a motivação foi homofobia.

Quando foi ouvido pela polícia, o adolescente de 16 anos, foi com um 

advogado à delegacia e prestou depoimento por cerca de 1h. Na 

ocasião, ele disse que não matou Guilherme, mas ajudou a arrastar o

 corpo. Para a polícia, ele participou do crime.

Há mais de um mês do crime, o corpo de Guilherme ainda não foi 

enterrado. De acordo com familiares, é necessária a realização de um 

teste de DNA para identificar o jovem. A família não tem detalhes se o 

o exame já foi feito, só informou que o corpo de Guilherme permanece 

no IML de Barreiras.

Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.

Guilherme de Souza, de 21 anos, foi agredido e morto em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Guilherme de Souza, de 21 anos, foi agredido e morto em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

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