Produção de ferroligas da Ferbasa aumenta 10,1% até setembro
A Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa) produziu 213 mil toneladas de ferroligas de janeiro a setembro deste ano, volume que representa uma alta de 10,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A companhia vendeu 181,3 mil toneladas de ferroligas nos nove primeiros meses deste ano, baixa de 6,7% na comparação anual. As informações são do relatório de resultados trimestrais publicado ontem (10).
A Ferbasa opera com 82% de sua capacidade de produção, que tem um máximo de 91% mediante contrato com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), em que os fornos são desligados nas horas de ponta. A produção e as vendas da companhia incluem ferrocromo alto e baixo carbono, ferrossilício cromo e ferrossilício 75.
De acordo com o relatório enviado ao mercado, a Ferbasa disse que em função das incertezas quanto à renovação do contrato de energia com a Chesf e do alto preço de energia no mercado livre, para julho a dezembro de 2015, vai priorizar seus clientes regulares e fazer estoque de produtos acabados, reduzindo as exportações que possuem menores margens.
A Ferbasa teve lucro líquido de R$ 78 milhões de janeiro a setembro deste ano, um aumento de 55% na comparação com o mesmo período em 2013. A companhia registrou um Ebitda de R$ 131 milhões, montante que representa alta de 58% em relação ao período de janeiro a setembro no ano passado.
A receita líquida da Ferbasa de janeiro a setembro foi de R$ 651 milhões, alta de 10% na comparação ano a ano. Segundo a companhia, a alta ocorreu devido a um aumento nos preços das ferroligas no período de 12 meses. De toda a receita da empresa, R$ 519,5 milhões são provenientes de vendas para o mercado interno, alta de 18,6%, e R$ 131,9 milhões para o mercado externo, baixa de 14,5%.
Os investimentos da Ferbasa nos nove primeiros meses do ano totalizaram R$ 68 milhões ante R$ 77 milhões em 2013. Os principais projetos da empresa visam aumentar a produtividade ou reduzir custos, como a construção de fornos retangulares de maior capacidade e automatização do processo de carvoejamento.
De acordo com a companhia, no Brasil, a redução da atividade industrial e a falta de investimentos na infraestrutura vêm afetando o setor siderúrgico, que teve produção acumulada de janeiro a setembro de 25,5 milhões de toneladas de aço bruto e 18,7 milhões de toneladas de laminados, quedas de 1,3% e 5,0%, respectivamente, sobre o mesmo período do ano passado.
Os principais custos da Ferbasa com ferrocromo são minério (45%), energia elétrica (15%), coque reativo e carvão eucalipto (15%), mão de obra direta (10%) e “outros insumos” (15%). No caso do ferrossilício, a proporção de custos é de minério (10%), energia elétrica (25%), coque reativo e carvão eucalipto (28%), mão de obra direta (14%) e “outros insumos” (23%).
Foto: Mina subterrânea Ipueira, Ferbasa, Andorinha- BA
Fonte: www.noticiasdemineracao.com

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