
Petrobras põe mensalão no juizado de pequenas causas
Há três eleições a Petrobras tem sido tema das campanhas à presidência da República. Sob o manto farsesco de que estavam preocupados com a possibilidade de privatizarem nossa maior estatal, promoveram gigantescas campanhas difamatórias contra a oposição. Ações, infelizmente, bem-sucedidas.
Imaginava-se que por traz das cruzadas petistas havia apenas o interesse eleitoreiro. Agora, descobre-se algo muito pior. Existia também o medo de que um novo grupo político acabasse com um gigantesco esquema de desvio de dinheiro que funcionou por mais de uma década dentro da Petrobras.
O engenheiro Paulo Roberto Costa foi diretor de abastecimento e refino da estatal entre 2004 e 2012, ou seja, desde o governo do ex-presidente Lula. Preso pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, o ex-diretor resolveu contar tudo em um acordo de delação premiada.
De acordo com Paulo Roberto, uma organização criminosa funcionava dentro da estatal e os desvios eram revertidos para políticos que ele agora resolveu denunciar. Os envolvidos receberiam 3% dos contratos firmados pela empresa. O valor total das propinas pode ter chegado a R$ 3,4 bilhões, de acordo com publicados cálculos no jornal Valor de hoje.
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