Surfistas como Filipe Toledo e Wigolly Dantas, além de atletas de outras modalidades compartilham imagens de antes e depois da chegada da lama ao litoral capixaba

Onda de lama no litoral do Espírito Santo revolta atletas (Foto: Reprodução/Instagram)
Onda de lama no litoral do Espírito Santo revolta atletas (Foto: Reprodução/Instagram)
A lama oriunda do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), chegou nessa semana ao oceano e provocou um mar de cor marrom na praia de Regência, no Espírito Santo. A corrente de destruição provocada pelo incidente segue repercutindo. Nesta terça-feira, diversos esportistas compartilharam um comparativo que corre a internet com o antes e depois da praia capixaba. Surfistas como Filipe Toledo e Pedro Scooby, que têm o mar justamente como local de trabalho foram alguns deles. Wigoolly Dantas desabafou contra o "evento sem precedentes" alertando para as perdas ambientais que serão " sentidas por várias gerações":
- O lucro é para poucos, mas, o prejuízo é de todos. É do pescador, do lavrador, do engenheiro e da dona de casa. É das crianças e dos idosos. É da natureza que chora lágrimas embotadas de uma lama tóxica, fruto da ganância acima de tudo e de todos. E desde sábado é, também, do surfe. Os danos para o meio ambiente são incalculáveis. Estamos diante de um evento sem precedentes na história brasileira e seus efeitos serão sentidos por várias gerações. A lama tóxica atingiu a Reserva Biológica de Comboios, no litoral capixaba. Área de desova de tartarugas-marinhas, especialmente da tartaruga-de-couro, já ameaçada de extinção. O sentimento geral é de revolta, medo e tristeza. Parafraseando o grande Aldir Blanc, “chora a nossa Pátria mãe gentil, choram Marias e Clarisses no solo do Brasil”. Deixo aqui meu registro indignado, desde Mariana até Regência! - disse Wiggolly.
Wigooly Dantas desabafa com chegada da lama ao litoral do Espírito Santo (Foto: Reprodução)Wigooly Dantas desabafa com chegada da lama ao litoral do Espírito Santo (Foto: Reprodução)
Mas a indignação não se resume aos surfistas. Atletas de outras modalidades também mostraram revolta:
- Não tenho palavras pra descrever o que estou sentindo, é uma mistura de nojo com indignação, raiva, sei la o que! Está na hora de acabar e começar tudo de novo, nós tropeçamos, nós erramos, devolve tudo aos Índios - escreveu Fernando Fernandes, da canoagem paralímpica.
- Do que o ser humano é capaz? – perguntou o judoca Marcelo Contini.
- Mistura de vergonha, tristeza... com o coração partido... E agora??? - questionou o piloto da Stock Car, Felipe Fraga.
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