Um triste fato ocorreu hoje na Cidade de Monte Santo, acontecimento que envolveu o maior símbolo da História de Monte Santo, o Monumento da Guerra de Canudos, situado na praça principal Monsenhor Berenguer, especialmente a famosa estátua de Antonio Conselheiro feita em madeira e que ostenta a Praça principal há muitos anos.
Segundo as primeiras informações, quatro adolescentes de idades entre 11 e 15 anos subiram na estátua de Antônio Conselheiro para fazer um "selfie" e a estrutura não suportou o peso dos jovens e veio a rachar e tombar ao solo, deixando um triste quadro na famosa Praça Monsenhor Berenguer. Segundo informações da Guarda Municipal, os jovens foram identificados e encaminhados juntamente com os pais para a Delegacia de Polícia para fins de registro do necessário Boletim de Ocorrência com envolvimento de ações contra o Patrimônio Público e Histórico do Município.
Não é de hoje que a atual Gestão e a Secretaria de Educação e Cultura vem negligenciando no tocante ao Patrimônio Histórico e Cultural de que nos referimos no Município que faz parte da História de Canudos. Quem não se lembra da Estrutura do Salão do Centro de Lazer (Casa de Vidro) que desabou horas antes de uma cerimônia de casamento e quase causou uma tragédia no ano passado? Até hoje não foram explicados à população os motivos do desabamento, mas o pior de tudo é saber que depois de quase 1 ano do ocorrido, o prédio ainda não foi recuperado pela Prefeitura Municipal. Quem não se lembra do telhado da Escola Otácilia (Colégio das Mangueiras) que quase desabou e deixou os alunos várias semanas sem aula até que fosse concluído o reparo? Quem não se lembra da Placa da Cidade que dizia "Bem Vindo a Monte Santo" que desabou depois de um vendaval e depois de mais de 9 meses a mesma ainda não foi recolocada? Quem não se lembra da Escola Municipal que foi incendiada no Povoado de Genipapo de Baixo e que encontra-se desde fevereiro em total abandono exatamente como ficou depois do incêndio com estruturas de madeira do teto com riscos de causar acidentes com crianças uma vez que portas e janelas permanecem escancaradas e como esquecer do nosso maior Acervo Histórico e Cultural o Museu do Sertão?
Museu do Sertão à Deriva
Você se lembra do "Museu do Sertão"?
O Acervo a que referimos é composto por uma série de fotografias em preto e branco sobre a Guerra de Canudos, artefatos oriundos do espaço físico onde ocorreu a Guerra, fósseis de animais pré-históricos encontrados na região, rico acervo de cerâmica produzida em diversas comunidades locais, artesanatos de diversas atividades, “ex-votos” (promessas), peças que representam a força da religiosidade popular presente em Monte Santo, obras-primas do artista plástico baiano, Juraci Dórea, mobiliário de valor histórico pertencente às famílias importantes da cidade, dentre tantas outras peças, algumas carentes de restauração, mas onde estão?
Segundo relatos, o Secretário fez uma visita a Cidade e dentre as propostas iria conferir as condições para que o Museu do Sertão recebesse o original do Meteorito do Bendegó que hoje está no museu da Cidade do Rio de Janeiro. Um grupo de alunos da Faculdade de Euclides da Cunha solicitou que o monumento original retornasse á sua origem, porém devido às condições precárias de segurança do Museu do Sertão em Monte Santo, não foi possível abrigar a importante peça e Monte Santo por pouco não perdeu o Monumento para a Cidade de Canudos que conta com o Museu do Conselheiro, hoje o maior museu da região. Poucas cidades do interior tem o privilégio de abrigar um museu, "espaço de atualização das memórias individuais e coletivas" e o de Monte Santo, tornou-se uma referência para os turistas interessados em conhecer os aspectos históricos do Município. Grupos de visitantes que aqui chegam constantemente, tem voltado frustrados ao se depararem com o Museu com suas portas fechadas, principalmente durante a Semana Santa e a Festa de Todos os Santos. Infelizmente, os Órgãos Públicos competentes do Estado da Bahia não tem dado retorno quanto às perspectivas de sua reforma. Já é de conhecimento do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, da Secretaria de Cultura do Estado, da necessidade urgente de sua reforma. mas diante da falta de posição do Estado, a Prefeitura Municipal poderia agir por conta própria e promover a reforma do Museu, isto é, do prédio pertencente ao Município que abriga o Acervo referido. Deve o Município, desta feita, não maquiar novamente, mas promover uma urgente reforma no prédio, com recursos próprios, mas diante a "queda" da estátua de Antônio Conselheiro podemos observar que a Secretaria de Educação e Cultura que hoje detém uma das maiores verbas do Município não pretende fazer nada para impedir a destruição da história do povo montesantense.
Confira as Fotos Abaixo:

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