Com ele foram apreendidos 26 munições de fuzil 556 e chave de carro.
Empresa foi invadida na madrugada de segunda-feira, em Campinas.

Do G1 Campinas e Região










Os  PMs encontraram 26 munições de fuzil 556 e a chave de um veículo na casa dele. A Polícia Civil ainda não confirma se este calibre foi usado no roubo, mas investiga se foi utilizado em algum momento. E a chave é de um veículo do mesmo modelo de um dos usados na ação, informaram os policiais. A prisão ocorreu nesta madrugada de terça-feira (15) no bairro Campos Elíseos.
Ele foi levado para a 2ª Seccional de Campinas e responderá por porte ilegal de munição de uso restrito. De acordo com o policial militar Gabriel Farah, o suspeito disse que as munições eram dele, mas declarou que não possuia o armamento. Sobre a chave, alegou ter encontrado na rua. O carro usado no mega-assalto não foi encontrado.
Imagens
A Polícia Civil investiga imagens do roubo que foram cedidas por moradores da região. A empresa não entregou as imagens do circuito interno para a investigação. Uma fonte do G1 disse a perícia ainda não detectou qual tipo de explosivo foi usado para abrir o cofre.
Munições e chave de carro apreendidos na casa do suspeito em Campinas (Foto: Luciano Machado/EPTV)Munições e chave de carro apreendidos na casa do suspeito em Campinas (Foto: Luciano Machado/EPTV)
O caso
Uma quadrilha invadiu na madrugada de segunda-feira a sede da Protege, em Campinas, e conseguiram abrir o cofre. O valor levado não foi revelado.Os criminosos usaram explosivos e armas de grosso calibre durante a ação. O prédio ficou destruído.
Investigação
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) analisa as imagens registradas pelas câmeras de segurança da Protege durante o assalto na madrugada desta segunda-feira (14), em Campinas (SP). O vídeo e o depoimento de testemunhas podem ajudar na identificação dos criminosos, no entanto, a corporação não descarta a possibilidade de que o crime tenha sido praticado pela mesma quadrilha que invadiu a empresa há um ano. Para especialista em segurança, além de armas pesadas, grupo tinha preparo e informações privilegiadas.
Os veículos usados pela quadrilha para bloquear os acessos às rodovias chegaram à DIG no fim da manhã. Eles ficaram.
Câmera registra Integrantes da quadrilha que atacou a Protege atirando com fuzis em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)Câmera registra Integrantes da quadrilha que atacou a Protege atirando com fuzis em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)
Tipo de arma
O especialista em segurança Vladimir Ribeiro analisou as imagens da ação. No momento da chegada dos criminosos, ele chamou atenção para o tipo de arma. "Ele tem dificuldade de colocar o carregador, ele puxa atrás. É bem típico de uma AK47, um fuzil russo", salientou.
Após analisar as munições, o especialista disse que eles usaram dois tipos. "Dois 762 usados nas forças armadas. O cartucho é típico de fabricação chinesa ou checa", pontuou.
Ele afirmou também que pode ter sido utilizada uma metralhadora ponto.50, porque pelo áudio do vídeo é possível identificar alteração. "Altera rajada com tiro a tiro. Armas que só são utilizadas para a guerra", explicou.
O especialista ainda chamou atenção para uma munição encontrada perto de um dos caminhões explodidos e diz que ela tinha um uso estratégico.
"Quando há calor, há a detonação dela, o projétil sai para um lado e a cápsula sai para o outro. Você acaba tendo dois projéteis ao mesmo tempo. Então, com certeza, eles fizeram isso de caso pensado. Colocaram fogo nos veículos com munições íntegras para elas explodirem e se tornarem projéteis quando alguém se aproximasse. É bem preparada, tem treinamento, tem informação privilegiada e tiveram uma boa estratégia para praticar esse roubo", afirma.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que o trabalho está sob o comando da DIG e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e que a perícia já foi feita.
Cobertura da base da Protege foi danificada pela explosão durante o assalto em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)Cobertura da base da Protege foi danificada pela explosão durante o assalto em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)
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