Desde janeiro, Fafá integrou a equipe permanente da Seleção Brasileira e irá disputar as Olimpíadas do Rio
A sete meses dos Jogos Olímpicos, Rafaelle está de malas prontas. Mas ela não vai embarcar para o Rio de Janeiro, sede do evento em agosto de 2016. Ao menos não agora. A baiana revelada pelo São Francisco vai jogar futebol do outro lado do mundo. Vai defender o Changchun, da China.
O contrato é de um ano com possibilidade de ser renovado por mais um. O salário foi o principal atrativo para a mudança para o Oriente. “Você consegue ganhar até cinco vezes mais do que se ganha no Brasil”, pontua a zagueira titular da Seleção, sem revelar valores do contrato.
Fafá, como era chamada no São Francisco, vai pra China, mas continuará com a cabeça no Brasil e o coração só sossegará de verdade no final de junho, quando o técnico Vadão deve anunciar as convocadas para vestir a camisa amarelinha no Rio-2016.
“Jogar uma Olimpíada é um sonho e, por ser aqui no Brasil, acho que vai ser muito mais especial. Fico até brincando que depois que eu realizar esse sonho posso até seguir minha carreira como engenheira, porque já está bom pra mim”, conta a atleta, premiada como destaque do último Campeonato Brasileiro, no qual foi “draftada” pelo América-MG.
(Foto: Evandro Veiga/Correio)
O sonho de disputar os Jogos pela primeira vez fez a atleta, formada em engenharia civil, cogitar não aceitar a proposta chinesa, mesmo sabendo que a partir de agosto de 2016 deixaria de receber o salário da CBF. Desde janeiro, Fafá integrou a equipe permanente da Seleção, que será desfeita após a Olimpíada. Ela tinha medo de “sumir do mapa” com a mudança e não voltar a ser convocada.  
“Em 2016 eu não vou estar direto com a Seleção como estive este ano, mas conversei com a comissão técnica, falei do contrato, que era uma proposta muito boa, e eles me passaram muita segurança com relação à convocação, que isso não me atrapalharia. Essa segurança que eles me passaram me ajudou a decidir sair do Brasil”, conta a zagueira e lateral-esquerda.
Sonho de fã 
Aos 24 anos, Rafaelle quer ajudar referências como Marta e Formiga a conquistarem a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil no futebol. “Eu assistia elas na televisão pouco tempo atrás e jogar com elas já é a realização de um sonho. Já me imagino contando aos meus filhos que joguei com Marta e Formiga. A sensação de subir no pódio com o Maracanã lotado deve ser muito boa”, vislumbra a baiana de Cipó, no Nordeste do estado.
Antes, Fafá vai tentar encantar os chineses com seu talento. Essa será a segunda experiência fora do país. De 2010 a 2014, Fafá jogou no Ole Miss e no Houston Dash, dos EUA.
Apesar da experiência no exterior, a jogadora teme a adaptação à cultura chinesa. “Morei muito tempo nos Estados Unidos, mas acho que lá na China vai ser bem diferente”.  Por isso, baixou um aplicativo no celular para aprender mandarim e encheu a bagagem de iguarias. “É uma mala de roupa e uma de comida com tempero pronto em saquinho, feijão, castanha...”, lista.
Reações:

Postar um comentário

 
Top