RTEmagicC_dfgvdfhfjf_4090837_min_ffd-4090859.jpgUma jovem de 19 anos se entregou à polícia, no estado do Espírito Santo, após contar que assassinou o pedreiro Francisco de Assis Ferreira Campos. Segundo a dona de casa, tudo aconteceu em legítima defesa, já que ela teria sido espancada e estuprada pela vítima.
A jovem afirmou ter conhecido Francisco em dezembro de 2014, mesma época em que ela começou a namorar um rapaz. Após oito meses de relacionamento, o namoro acabou por motivo de ciúme. Segundo o relato, por se sentir ameaçada, a moça decidiu comprar uma arma e lembrou que Francisco possuía um revólver calibre 32.
“Ele me cobrou R$ 200 de entrada. Fui à casa dele, em Areinha, em Viana e ele me ofereceu R$ 100 para transar comigo. Neguei e perguntei pela arma”, contou ela, em entrevista ao Gazeta Online.
Ainda de acordo com o depoimento da jovem, Francisco teria dito que as cápsulas estavam enterradas no quintal e pediu para que ela as desenterrasse. “O buraco era uma cova de uns quatro metros. Eu comecei a cavar e não encontrei as balas”, descreve a moça. “Foi quando ele entrou na cova, pegou uma corda, que estava amarrada a uma árvore ao lado do buraco e me enforcou por trás. Consegui passar a corda pelo rosto e me soltei”.
Ela ainda descreve uma luta corporal que teria acontecido entre os dois e afirma que deu dois chutes na região genital do pedreiro, fazendo com que ele caísse no chão. Foi só então que ela teve condições de usar a corda escalar e sair da cova. “Ele saiu também e continuou me enforcando com as mãos. Dei dois chutes nas partes íntimas dele e corri para dentro da casa para pegar minha bolsa. Ele foi atrás, trancou a casa, pegou a arma no armário e apontou para minha cabeça, exigindo que eu tirasse a roupa”. A moça conta ainda que tentou resistir, mas foi ameaçada e acabou sendo estuprada no local.
“Depois de tudo, ele disse que não ia me deixar ir embora porque eu iria contar para todo mundo. Ali eu já sabia que ele ia me matar”, narra ela. “O celular dele tocou e ele se distraiu, deixando a chave em cima da cama. Eu peguei a arma, apontei para ele e exigi que me deixasse sair.”
Segundo a dona de casa, Francisco pegou um martelo e partiu para cima dela. “Eu atirei seis vezes. Ele caiu, levantou e veio pra cima de mim de novo. Empurrei ele na cama, peguei o martelo e bati várias vezes na cabeça dele. Mesmo fraco ele tentava levantar. Aí eu o esfaqueei no peito e no pescoço. Só aí ele parou. Tomei banho, fui para casa e contei tudo a minha mãe”, descreveu ela.
Na manhã seguinte, a jovem procurou a delegacia e disparou: “Bom dia. Eu vim aqui porque matei uma pessoa”. Segundo o delegado titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Viana, Arthur Bogoni, por ser réu primária, a dona de casa deve aguardar a conclusão da investigação em liberdade.
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