btsCaso entre em vigor a proposta do relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP/PR), de cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família em 2016, mais de 345,4 mil famílias baianas voltariam à extrema pobreza segundo levantamento apresentado pelo secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Helmut Schwarzer.
No Brasil, 8 milhões de pessoas voltariam a viver na extrema pobreza ou seja, com renda mensal inferior a R$ 77 per capita. “No caso da Bahia, que hoje tem 1,8 milhão de famílias no Bolsa Família, 706 mil sairiam do programa. Ou seja, teríamos um desligamento de 39,3% de famílias beneficiárias. Dessas, 345.434 (19%) seriam devolvidas à condição de pobreza extrema”, conta Schwarzer.
A Bahia será o estado com maior corte de verba, em números absolutos, no benefício da Bolsa Família. O estado perderia por ano R$ 1.295,3 bilhão, segundo dados divulgados na noite desta sexta-feira (11) pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Percentualmente, este corte atingiria 38,4% dos beneficiários baianos. Paraná é quem lidera a lista dos estados que mais perderiam beneficiários: 75,2% deixariam o programa, ainda segundo o MDS.
Em nota, o MDS afirmou ser impossível fazer esse corte no Bolsa Família “sem provocar um gravíssimo retrocesso no país”. Ao todo, 23 milhões seriam atingidas em todo país com a mudança, incluindo 11 milhões de crianças e adolescentes de até 18 anos. O ministério diz ainda que o deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator do Orçamento que incluiu a proposta, distorce dados do programa. “Não são apenas as famílias beneficiárias que perdem com eventuais cortes. O dinheiro do Bolsa Família ajuda a movimentar a economia de Estados e municípios. Todos perdem”, finaliza a nota.
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