Em áudio enviado para familiares no Whatsapp, Ana Carolina comentou as ameaças que sofria do ex, Anderson Leitão

Um áudio onde a dançarina Ana Carolina Vieira, 30 anos, desabafa sobre as ligações e ameaças constantes que sofria do ex-namorado, Anderson Leitão, foi divulgado. Ana Carolina, que foi encontrada morta nesta última quarta-feira (4) em São Paulo, chora muito e comenta as ações de Anderson, que confessou ter matado a ex e ficado ao lado do seu corpo por dois dias.

"Eu não aguento mais o Anderson me ligando. Meu Deus! É uma tortura! Eu não sei mais o que fazer. O que eu faço?", desabafa Ana Carolina, chorando, em um dos áudios divulgados pelo jornal Extra. Em outro áudio, ela diz: "Ele disse que ia me matar, que ia me esquartejar".
Segundo informações da polícia, eles perceberam que a porta estava aberta e, ao entrarem no apartamento, encontraram a dançarina morta na cama do quarto, coberta com um lençol. As janelas da casa estavam fechadas, havia um ventilador ligado e muitos incensos acesos.  

Os áudios em que Ana Carolina chora e comenta as ameaças serão entregues à polícia de São Paulo pelos familiares da vítima. Segundo a prima da dançarina, a empresária Mara Dalila Gomes, o relacionamento de Anderson com a vítima terminou há cerca de dois meses.

"Ele chegou a morar um tempo com ela em São Paulo. Nessa época, a gente não soube de brigas entre eles. Mas, há cerca de dois meses, eles tiveram uma discussão aqui em Fortaleza. Ele foi muito agressivo com ela. Então, a Ana decidiu que não dava mais, que ele não a respeitava. Foi aí que começou o inferno", disse a prima da dançarina em entrevista ao jornal Extra. 
Desde então, o rapaz não se conformava com o fim do relacionamento. "Ele ligava cem vezes para ela, direto. Ligava até com número desconhecido. Ela atendia e ele dizia: “E aí? Cansou”. Ele a xingava. Ele é doente e enlouqueceu quando viu que ela não queria mais ele. Então, a matou", comentou Mara.

Após cometer o crime, Anderson teria se passado por Ana Carolina em conversas com a família dela no WhatsApp, com o objetivo de despistar a família dela. "Ele queria passar para a nossa família uma ideia de que estava tudo bem com ela", disse Igor Holanda, irmão da dançarina, em entrevista ao Extra.

"No domingo, a gente ligava e ela (Ana Carolina) não atendia. Minha mãe ficou preocupada e mandou mensagens para ela no WhatsApp. Então, ele mandou uma mensagem pelo celular dela dizendo: “Mãe, tá tudo bem. Estou na praia com minhas amigas. Te amo. Beijos”. Mas minha irmã já estava morta. Ele é extremamente inteligente e agora vai querer se passar por doido para se safar", comentou.

O corpo de Ana Carolina será cremado em São Paulo, e as cinzas dela serão espalhadas no lugar preferido da dançarina - a Praia do Futuro, em Fortaleza.

Prisão, ciúmes e morte
Ex-dançarina da banda Aviões do Forró, Ana Carolina também participou do concurso 'Bailarina do Faustão'. Anderson Rodrigues Leitão foi preso na mesma tarde e confessou o crime, revelando que matou a mulher por ciúmes. 

Ele disse que a matou por estrangulamento e depois tomou veneno de rato para tentar se suicidar. O rapaz, formado em administração, vai responder por homicídio e ocultação de cadáver.

"Estrangulei com minhas próprias mãos. Comprei chumbinho, veneno de rato, porque eu queria morrer abraçado com ela. Fiquei com ela morta dois dias", disse Anderson ao G1. Ele lembrou que os dois tiveram uma briga na segunda-feira.

"Ela foi pra cozinha e disse pra eu não mexer no celular dela. Eu mexi e vi umas fotos, umas mensagens de WhatsApp e não gostei. Fiquei com ciúme", diz. Ana Carolina reclamou da atitude de Anderson. "Ela disse que eu era muito invasivo e começamos a discutir. Ela em arranhou e, como sou mais forte, inverti a situação. A gente estava na cama. Ela morreu estrangulada. Tentei reanimar, mas não tinha mais jeito".

Depois disso, ele narrou que comprou o chumbinho e ficou dois dias no apartamento com o corpo de Ana Carolina, "esperando o veneno fazer efeito". Os vizinhos da dançarina começaram a sentir o cheiro forte que vinha da casa.

Anderson afirmou que o porteiro chegou a interfonar para repassar reclamações sobre o mau cheiro e ele colocou incenso na casa na tentativa de disfarçar o odor. 
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