O comerciante Adilson Mota, que trabalha com extintores veiculares e industriais, disse que a nova decisão do Contran gerou perdas muito grandes para as vendas.
Comerciantes reclamam de prejuízos com nova resolução sobre uso de extintores
Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade
Laiane Cruz
Desde a última sexta-feira (18), o uso do extintor veicular de incêndio passou a ser facultativo no Brasil, conforme decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A medida vale para carros utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada. Em Feira de Santana, a mudança na resolução também não agradou os motoristas e comerciantes que investiram na compra do modelo ABC do equipamento devido à norma que previa sua obrigatoriedade desde o dia 1º de janeiro deste ano, com prazo final de adequação até o dia 1º de outubro.
O comerciante Adilson Mota, que trabalha com extintores veiculares e industriais, disse que a nova decisão do Contran gerou perdas muito grandes para as vendas. Para ele o órgão criou uma expectativa de vendas tanto para o fabricante, que já tinha uma estrutura montada, quanto para os revendedores e também o consumidor que pagou caro ou foi multado.
“Teve muita gente que não viajou no final do ano porque não tinha o extintor, para o governo chegar agora e falar que é opcional. Isso é uma total falta de respeito com a sociedade, e acho que o Contran, por ser um órgão técnico, deveria avaliar de maneira social e procurar evitar esse desgaste ao criar normas e soluções sem a devida eficácia”, reclamou.
Segundo ele, muitas lojas de autopeças e de até mesmo de outros segmentos que viram na lei anterior uma oportunidade de ganhar dinheiro agora estão tendo que arcar com os prejuízos em uma época de crise. Apesar da nova decisão, ele acredita que o uso do extintor é imprescindível para evitar grandes incêndios em veículos. “É uma segurança. É melhor prevenir do que remediar”, afirmou Adilson Mota.
Outro comerciante, Antônio dos Santos, a nova lei é uma falta de respeito. “A gente investiu muito na empresa. Muita gente recebeu multa, pontos na carteira, comprou o extintor por 180 reais na época”, afirmou.
De acordo com Antônio dos Santos, ele vai analisar poderá reaver as perdas. “Estou com as notas fiscais para ver como podemos entrar com uma ação”, completou.
As informações são do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.
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